[ENTREVISTA]: DIÁRIO DE INTERCAMBIO COM GISLAINE SILVA #2

Na primeira parte do diário de intercambio conversamos com a Gislaine para saber como ela fez o seu sonho sair do papel e se tornar realidade. Ela nos contou como foi a parte burocrática de fazer um intercambio, como juntou dinheiro e muito mais. Você pode conferir aquiHoje ela irá nos contar como foi a sua estádia nos EUA, sua adaptação na casa da família, sobre o curso que ela fez, etc. 

"trago na bagagem muito mais 
do que troca de experiências, 
costumes, cultura e muita alegria no coração"

Gislaine Silva, é estudante de Jornalismo do 7º período, embarcou para Los Angeles nos Estados Unidos para ser intercambista. Gislaine é aquela pessoa que quando falamos de intercambio, ela vem a mente. Pagou sua viagem sozinha e mostrou que não precisa ser rica, ter os pais ricos, para realizar esse sonho. Temos esse pensamento "mas eu não tenho dinheiro", ela nos provou que com persistência, você consegue sim. 


Acervo Gislaine

MEC: Como foi quando pisou nos EUA? Quais são os primeiros passos por lá?
GI: Depois de 13 horas de voô cheguei em LA por volta das 21h (no Brasil era 1h da manhã), meus primeiros passos foram descer do avião perdida sem saber como chegaria até o táxi que levasse para a minha host family. Desci do avião e sabe aquela brincadeira siga o mestre? Pois é desci e fui  seguindo os passageiros, afinal estava sozinha e tudo era novidade, foi quando chegou um transporte (parecia um ônibus mas era aberto então não sei exatamente o que era rs) que  nos levou do local que estávamos até a saída do aeroporto. Nesse trajeto a ficha começou a cair, passei do lado de vários boeings que estavam  parados, aquele aeroporto cheio de luzes e enfim podia falar: Chegueeeei Los Angeles rs

Peguei o endereço da minha host e comecei a procurar um táxi que me levasse até a casa, foi quando um homem super simpático que trabalhava no aeroporto, pediu pra seguir ele e me levou até uma van. A van foi o transporte mais barato e também a opção mais interativa que escolhi, afinal nela entrava pessoas de diferentes lugares e a van ia parando em cada endereço, assim além de economizar, conseguir conhecer um pouquinho de LA e já piraaar!  

MEC: Sua host Family te recebeu bem? Como foi a relação com eles?
GI: Quando cheguei no aeroporto mandei mensagem pra minha host, para avisar que cheguei bem e estava indo pra casa. Minha host esqueceu que eu chegaria no sábado, e estava em outra cidade próxima na casa do irmão dela e saiu correndo pra casa me esperar rs. Quando cheguei ela me mostrou o quarto que ficaria, as coisas básicas e falou pra ficar a vontade, tomar um banho e  descansar que no domingo pela manhã partiríamos para a casa do irmão passar o fim de semana prolongado (na segunda era o feriado de 4 de julho). Foi uma relação muito boa, ela perguntava como foi meu dia quando sentávamos na mesa para jantar, (apesar que grande parte dos meus dias lá eu acabava não vendo muito ela porque ela trabalhava o dia todo e quando eu chegava ela já estava dormindo rs) me ajudava a escolher lugares legais para visitar e me dava dicas para continuar o inglês aqui no Brasil. 

MEC: Como foi o seu primeiro dia em LA?
GI:
 
Meu primeiro dia foi de muita diversão. Fomos para casa do irmão da minha host, na cidade de Murrieta na Califórnia mesmo. Meu primeiro dia de férias já foi marcado com um bom churrasco americano e uma piscina com os sobrinhos fofos da minha host (fofos e inteligentes, fui entrar na piscina e era super funda, peguei um colete e fiquei com eles para não passar mais vergonha haha). Conheci um super hiper-mega-mercado que eu fiquei de boca aberta com os preços, tanto que já na primeira compra peguei 12 garrafas de coca por 3 dólares rs. A noite para fechar o primeiro dia fomos conhecer um cassino muito chic, muitas luzes, pessoas de todas as idades e muita diversão para selar e ficar ainda mas encantada com aquela cidade.



MEC: O que sentiu quando viu que seu sonho se tornou real?
GI:
 
Eu percebi que o sonho se tornou real mesmo foi no segundo dia, no dia do feriado de 4 de julho (Dia da Independência EUA). Muita festa, desfiles, shows, até disputa de quem comia melancia mais rápido. E para completar a noite uma super queima de fogos que me fez parar, apreciar o céu e agradecer pela oportunidade de estar realizando um sonho.

MEC: Deu para apreender o idioma mesma ficando pouco tempo? O curso era difícil?
GI:
Deu pra aprender sim. Acredito que o mais legal desse pouco tempo foi a prática da escuta. O nosso ouvido vai ficando mais acostumado a ouvir aquela linguagem, girias, até risadas. Lá em Hollywood, entrei na loja da Sephora  e conheci uma gerente brasileira. Ela falou que foi pra LA sem saber nada, apenas com o básico e que o primeiro ano dela foi só para entender e aprender a ouvir e depois começou a falar e se comunicar, achei muito bacana conhecer história assim, isso inspira! De tudo o que aprendi o que mais gostei foi de entender e dialogar (dentro do possivel kk). 

MEC: Como foi a convivência com os nativos da língua?
GI:
No primeiro dia de aula foi difícil.  Conheci uma turminha de cinco jovens sendo três da Bélgica, uma de Miami  e um da Turquia. No primeiro dia após a aula fomos turistar e eles falavam muito rápido e eu fiquei muito perdida e assustada porque eu não conseguia entender absolutamente nada. Só que quando eu perguntava algo eu entendia o que respondiam, foi ai que descobri que por a maioria ser do mesmo lugar, fora da escola eles falavam em Francês rs. Mas a maior dificuldade que tive foi para comprar as coisas, no começo senti dificuldade em relação a dinheiro, coisa de centavos que é bem simples no Brasil, lá é tão complexo que até acabar de falar eu já não sabia mais o valor rs Mas depois fui acostumando e na ultima semana já estava craque! 




MEC: Para finalizar resuma como foi a sua viagem? 
GI: Minha viagem foi única e intensa. Desde o planejamento dela,  passaporte, visto, primeira parcela paga do intercâmbio, compra de passagem, até andar de Uber lá (Uber é muuuito mais barato do que imaginei). Cada lugar, pessoas, todas vezes que pegava ônibus errado e me perdia. O check-in no aeroporto, despache das malas, se virar pra fazer o café da manhã, jantar com a host que perguntava como foi o dia, conhecer os estúdios de gravação da Universal, calçada da fama, conhecer a cidade dos famosos (Beverly Hills), o pier de Santa Mônica, fazer novas amizades. 

Foram momentos  únicos e intensos vividos em um período curto mas bem aproveitado. Sabe aquelas perguntinhas: mas 15 dias compensa? Aprende algo? Vale a pena? Digo sim, sim e sim. Trago na bagagem muito mais do que troca de experiências, costumes, cultura e muita alegria no coração. Posso afirmar que quando se tem  um sonho, ele é só seu e cabe a você batalhar por ele, o caminho é longo parece até impossível mas saiba que Deus não colaria no coração um desejo impossível de realizar. Não me arrependo de nada e faria tudo de novo (mesmo com o dólar em alta quando peguei). E que venha novas histórias e sonhos ( próxima viagem vai ser com as amigas pra Nova York ano que vem) #nuncadeixedesonhar.







 


"Não me arrependo de nada e faria tudo de novo
(mesmo com o dólar em alta quando peguei).
E que venha novas histórias e sonhos."



2 comentários:

  1. Muito aprendizado. Adoro ver experiências de pessoas "reais" que já fizeram intercâmbio porque assim vemos que não é coisa de outro mundo, é possível, principalmente se temos como um grande objetivo e não perdemos o foco por nada. Adorei! ♡ xoxo, Blog B de Bia

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    1. Sim, não é um sonho impossível de conquistar, alias, é super possível basta querer. ♥

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