[Entrevista]: Diário de intercambio com Gislaine Silva

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Sempre tive sonho de poder fazer um intercambio, porém várias coisas foram acontecendo na minha vida que foram me fazendo adiar esse sonho, mas é algo que eu jamais desisti. Eu sempre estou lendo diários de intercâmbios na internet e fico vendo vídeo no youtube e me arrepio todo, é sério. Quando é alguém próximo a mim, eu piro ainda mais, bombardeio a pessoa de perguntas e sempre quero saber tudo. 

"Me encontrava praticamente desempregada, 
sim eu fui louca porque nem sabia como ia conseguir 
pagar até julho sem ter um trabalho em vista."  

Gislaine Silva, é estudante de Jornalismo do 6º período (está na minha sala), e embarcou para Los Angeles nos Estados Unidos para ser intercambista. Gislaine é aquela pessoa que quando falamos de intercambio, ela vem a mente. Pagou sua viagem sozinha e mostrou que não precisa ser rica, ter os pais ricos, para realizar esse sonho. Temos esse pensamento "mas eu não tenho dinheiro", ela nos provou que com persistência, você consegue sim. Vem conhecer essa história incrível na entrevista. 

A entrevista será divida em antes da viagem / durante / depois ♥

Foto: Giovanna Ferrarezi 

MEC: Gi, primeiro preciso perguntar o mais obvio, de onde surgiu a ideia de fazer um intercambio? 
GI: A ideia do intercâmbio veio de 5 anos atrás, quando me mudei para Boituva e dei o inicio nas aulas de inglês. Antes de conhecer meu noivo, eu tinha muita vontade de ir para os Estados Unidos a principio como Au pair (para trabalhar lá como babá) porém o programa como prazo minimo de 6 meses até um ano e como eu morava com a minha avó e ela já tinha seus 94 anos, seria difícil ficar longe dela, por conta que eu cuidava dela e ela não deixaria fazer essa viagem. Depois comecei o curso de radialista e já deixei de lado o sonho do intercâmbio para ter algum curso e experiencias na área que eu gosto que é da comunicação. Assim que acabei o curso entrei na faculdade de Jornalismo e como são 4 anos não aguentaria esperar todo esse tempo para depois realizar o sonho, foi então que decidi fazer um curso intensivo de férias em Los Angeles e foi a melhor experiencia da vida.

MEC: E por onde começou? Como fez o seu sonho sair do papel? 
GI: Comecei a tirar do papel em fevereiro de 2015, quando dei inicio as pesquisas de agencias. No começo eu chorava horrores porque tinha que dar um valor de entrada e eu não tinha nada guardado e isso foi me desanimando porque jamais conseguiria juntar dinheiro para dar entrada, mas mesmo assim continuei as pesquisas. Passado alguns meses, recebi a noticia na empresa que trabalhava que devido a crise ela iria fechar e foi ai que a esperança voltou: com a minha rescisão pago mais da metade do intercâmbio! E foi assim que eu fiz. Quando estava cumprindo aviso fui até Sorocaba, tirei o passaporte e depois assim que peguei já agendei o visto. Dei entrada no intercâmbio no mês de Novembro e ai caiu a ficha que eu ia realizar o sonho que começou a anos atrás mas que aconteceu no tempo certo.

MEC: Quais são as primeiras coisas que tem que correr atrás para realizar um intercambio?
GI: Quando decidi de fato que queria viajar para Los Angeles, dei entrada no passaporte na policia Federal em Sorocaba. Agendei pelo site e fui. Depois disso, o certo é já agendar o visto porque se acaso reprovado você tem tempo de refazer e o fato de estar com uma viagem marcada complica caso reprove por conta do prazo. Com todos documentos em mãos fechei então o intercâmbio para Julho de 2016




MEC: Como foi a escolha da cidade para o intercambio? 
GI: A escolha da cidade se deu por conta de querer conhecer algo que tivesse relação com a comunicação, lugares turísticos, histórias de pessoas famosas e ai fiquei entre Nova York e Los Angeles. Depois de conversar com a mulher da agência foi ai que decidi fechar para Los Angeles que além de me despertar mais interesse era mais barato que NY.

MEC: Como decidiu os dias que ficaria no intercambio?
GI: A decisão dos dias veio por conta do valor que eu poderia pagar por mês e também por conta das férias da faculdade. Escolhi duas semanas pelo fato de que eu estava saindo de uma empresa que estava fechando, então me encontrava praticamente desempregada (sim eu fui louca porque nem sabia como ia conseguir pagar até julho sem ter um trabalho em vista rs). Pensei que assim que quando arrumasse outro emprego, talvez por ser apenas duas semanas a empresa me contratasse me liberaria mais fácil do que se fosse um mês todo por exemplo. Por sorte fiz uma prova para estagiar no banco Itaú e consegui entrar no banco faltando 4 meses para viagem e foi ai que falei que tinha uma viagem marcada de 2 semanas. Para a minha surpresa e também para a minha felicidade, meu gestor me falou que todo estagiário tem direito de tirar exatamente 2 semanas de férias antes de completar 6 meses de contrato. Naquele momento apenas agradeci a Deus e senti que chegou a hora do sonho se realizar, afinal tudo conspirava a favor. 

MEC: Quanto custa para fazer um intercambio? 
GI: Um intercâmbio independente do tempo que vai ficar o gasto é grande. Infelizmente eu peguei o dólar no ápice do seu valor elevado, fui comprando todo mês um pouco até uns dias antes de viajar onde consegui fechar por um preço melhor. A passagem também foi um pouco cara por conta da alta temporada, comprei dois meses antes de embarcar e estava alta já, depois de muito pesquisar a própria agencia conseguiu uma passagem com taxa de embarque menor para estudantes e ai fechei com a agencia mesmo. Tem também um seguro de saúde obrigatório que precisa pagar para entrar no país por conta de não ter hospitais públicos, foi necessário pagar essa taxa que varia de 500 até 700 reais. E o curso intensivo mais a acomodação foram um pacote só. O legal para quem quer viajar é optar por ficar em casa de família, porque além de ser mais em conta, você tem a oportunidade de praticar seu inglês o tempo todo dentro da casa. O meu pacote foi de curso intensivo + casa de família com café da manhã e janta incluso.
Então para um intercâmbio de curto prazo você acaba desembolsando com passaporte, visto e todas as despesas de 11 a 14 mil reais.

Naquele momento apenas agradeci a Deus 
e senti que chegou a hora do sonho se realizar,
 afinal tudo conspirava a favor. 

A primeira parte da nossa entrevista chega ao fim, mas é apenas uma porta de entrada para as experiencias incríveis que ela está compartilhando conosco. Na próxima parte da entrevista ela vai contar tudo o que vivencio em terras Americanas, fiquem ligadinhos para não perder nada ♥ 


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